Perguntas e respostas

  • Quando me sinto muito estressada, tenho uma necessidade compulsiva de ter relação sexual. Isso é normal?

    Um nível excessivo de stress pode desencadear distúrbios de comportamento que podem afetar a pessoa psicológica ou fisicamente. A compulsão por sexo pode ser causada por excesso de stress, ansiedade, depressão, insatisfação, baixa auto-estima. Organicamente, pode estar relacionada com a produção de hormônios masculinos, por uma disfunção do ovário. Primeiro descarte com seu médico a existência de uma causa clínica e, também, avalie as situações que lhe causam stress. Mude o que puder e aceite ou evite o que não puder mudar e pratique regularmente alguma técnica de relaxamento que lhe possibilite controlar suas reações fisiológicas e emocionais evitando o acúmulo de situações que lhe estressam.


  • Quando tenho muitas demandas, perco a libido. O stress pode alterar o desejo sexual?

    As pressões diárias fazem com que algumas pessoas se sintam desmotivadas ou sem energia para curtir uma à outra. As primeiras conseqüências do stress nos hábitos sexuais incluem a diminuição na freqüência da relação e no prazer dos parceiros. Uma maneira de lidar com a situação é aprendendo a relaxar ou diminuindo suas pressões para não chegar à exaustão física e emocional.

    Embora não haja uma fórmula mágica para enfrentar situações estressantes mantendo a sua libido intacta, você poderá seguir duas sugestões: converse com seu parceiro para que ele não interprete seu comportamento como desamor e crie um ambiente mais induzivo ao romantismo.


  • Quero parar de fumar, mas gostaria de ter alguma orientação.

    Há mais de duas décadas, a televisão e os jornais americanos advertiam que o cigarro e outras formas de tabaco viciam porque envolvem processos, farmacológico e comportamental, similares aos da dependência à heroína ou cocaína. Baseadas em inúmeros estudos realizados desde então, as campanhas divulgaram diversos programas para a cessação do hábito de fumar. O cardiologista Thomas Kottke, da Clínica Mayo, nos Estados Unidos, pesquisou diferentes métodos para deixar de fumar, como a hipnose, acupuntura e outros programas que considerou exóticos. Entretanto, seus estudos indicaram que a melhor maneira para parar de fumar “não está associada às técnicas inovadoras. Os resultados mais duradouros ainda estão fortemente associados à disciplina mental e à persistência da pessoa”. De acordo com o Jornal da Associação Americana, entre todos os tratamentos, o mais eficaz inclui técnicas de autocontrole que possibilitam a pessoa reduzir o seu nível de stress e ansiedade, assim controlando o seu desejo de fumar. Dos tratamentos utilizados para gerenciar o stress, a respiração abdominal e o uso de técnicas de visualização são os mais populares, seguidos pelo contato direto com profissional especializado e o uso de chiclé de nicotina.


  • Sei que devo exercitar-me regularmente, mas não consigo me motivar. Alguma sugestão?

    A palavra exercício traz lembranças positivas para algumas pessoas e visões de tortura para outras. O exercício físico não deve ser associado a sacrifício ou dor. Avalie sua postura mental com relação aos exercícios físicos respondendo às perguntas seguintes: 1. Que tipo de exercício físico me dá mais prazer? 2. Qual a freqüência da atividade física que mais se adapta ao meu estilo de vida? 3. Que efeito tem o exercício físico no meu apetite? 4. Faço exercício sempre que possível (usando a escada em vez do elevador, etc.)? O mínimo recomendado para uma pessoa se exercitar é quatro vezes por semana por 20 minutos. Faça exercícios de baixo impacto, como caminhada ou alongamento, ou aeróbicos, como corrida e natação. O diretor do Departamento de Prevenção a Doenças e Promoção à Saúde do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos, Dr. William Friedwald, diz que algumas atividades físicas assustam as pessoas, no entanto, praticamente qualquer um pode exercitar-se caminhando. Desenvolva uma rotina para que possa exercitar-se independente das outras coisas que ocorrem no seu dia-a-dia e tente o sistema de camaradagem. Se alguém está esperando por você, terá menos tentação de cancelar o compromisso.


  • Sei que nossos condicionamentos são criados pelo inconsciente. Mas como não se tem acesso direto a ele, o que posso fazer para entender essas ações automáticas?

    Alguns comportamentos parecem involuntários e condicionados a um determinado momento no passado que já não é importante. Que mecanismo psicológico é responsável por esses condicionamentos? Automatismo, talvez movido pela iniciativa e determinação que na situação geradora foi necessário, mas já não faz sentido. Algumas pessoas se mantêm prisioneiras de medos e ressentimentos que já não fazem parte do seu momento atual. E para que possam ser criativas e libertar-se dessas limitações precisam primeiro destruir esses condicionamentos que as dominam inconscientemente. O inconsciente não é conhecido em nível racional. Pode-se abrir um canal de comunicação com ele através do uso de técnicas de relaxamento, visualização, movimentos corporais, análise de sonhos, desenhos, entre outras. Sem conhecer o inconsciente se pode perpetuar o uso de padrões obsoletos de vida. Portanto, a prática de técnicas que nos permitam burlar a vigia da censura que espontaneamente exercitamos em nível consciente é vital para que você possa se conhecer melhor e mudar aquilo que não aprecia em si mesmo.


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